20 de março de 2009

Parque Molinológico Inaugurado!!!!

Onze moinhos, dispersos por quatro quilómetros de um cenário idílico, ao longo das margens do Rio Ul, são o principal motivo de atracção do Parque Temático Molinológico de Oliveira de Azeméis, hoje inaugurado!




Já no século XVIII existiam moinhos de água em Ul. Destinavam-se a moer o milho. Segundo o Padre Arede, em 1951 havia 84 moinhos. Actualmente, 300 moinhos estão espalhados pelo município de Oliveira de Azeméis.




Uma das grandes actividades que se desenvolveu com o aproveitamento dos moinhos de água foi a do descasque do arroz, que em 1968 passou a ser uma actividade legal. Actualmente, o sector da moagem continua a manter em Ul uma grande dinâmica. É nesta freguesia que se encontram implantadas as maiores indústrias nacionais de descasque e embalagem do arroz, responsáveis por cerca de 60% da produção nacional.



"Conhecer a evolução da secagem, moagem dos cereais, a produção do pão de Ul mas também sensibilizar para a educação ambiental são as facetas do parque molinológico de Oliveira de Azeméis.

O projecto, impulsionado pela autarquia, é um «museu vivo» associado à arqueologia industrial, ao fabrico tradicional do pão e à evolução da indústria do descasque de arroz.O parque é constituído por três núcleos que visam dar uma perspectiva generalizada do que foi a principal actividade relacionada com a existência dos recursos de água (açudes e levadas) no concelho.



O Núcleo Museológico do Moinho e do Pão, situado no lugar da Ponte da Igreja, na freguesia de Ul, proporciona ao visitante o conhecimento das características da engrenagem e ofícios relacionados com a moagem.

Neste espaço existem edifícios recuperados onde é possível ver ao vivo a moagem tradicional nos moinhos de água ali existentes e a confecção do pão de Ul em forno tradicional.



Um dos edifícios está reservado a espaço de exposição permanente das engrenagens e utensílios associados à moagem e um outro servirá para a apresentação de vídeos e realização de palestras. A área intervencionada está servida ainda de espaços exteriores para lazer, parque de merendas e espaços de diversão para crianças.



Próximo deste núcleo principal situa-se o núcleo de Adães, um conjunto de moinhos relacionado com o descasque de arroz que fez com que as maiores indústrias nacionais do sector se fixassem no lugar de Adães. A indústria do descasque de arroz foi a evolução do declínio da primitiva moagem de cereais.



O terceiro núcleo, de quatro moinhos, situa-se na vizinha freguesia de Travanca, na margem esquerda do rio Antuã. A localização geográfica de um dos moinhos, com uma ampla frente ribeirinha, permite o desenvolvimento de actividades lúdicas em articulação com a paisagem natural. Este espaço está vocacionado para acções de educação ambiental estando apto para receber grupos de estudantes e visitantes.


O Parque Temático Molinológico, dotado de caminhos e trilhos pedestres, ocupa uma área de 28,5 hectares em espaço aberto aproveitando os moinhos de água existentes na região há mais de dois séculos. A sua localização estende-se pelas freguesias de Ul e Travanca, servidas pelos rios Antuã e Ul. "



texto retirado do Site Institucional da CMOA



Mais uma excelente razão para visitarem o Centro do Mundo:-) O parque é lindo, as crianças vão adorar aprender e brincar e podem provar o melhor pão do mundo: o Pão de Ul!

Acreditem que quem prova o pão de Ul nunca mais de esquece!!!! Fresquinho, estaladiço a sair do forno é um manjar mas torradinho com manteiga é de "comer e chorar por mais"!

E quase de certeza que as amigas portuguesas já comeram arrozinho descascado em Oliveira de Azeméis!

Fico à vossa espera!

4 comentários:

Noah disse...

Ana
Que post maravilhoso. Parabéns!
E ainda fiquei com água na boca.

Jorge Freitas Soares disse...

Não tinha ouvido falar disto.... as fotografias mostram um lugar muito bonito.... Obrigado por partilhares.

Jorge

Anónimo disse...

o blog está muito bom só é pena no local as informações dadas e expostas degradem a imagem e o sabor do bom pão de trigo de Ul. e digo pão de trigo porque quem lá vai fica com a impreção que é feito de farinha da casca de arroz!

Anónimo disse...

Foi lá e o pão é maravilhoso só é pena só dar para ver aqueles moinhos é que foi dito que havia mais, existia um roteiron de 3 a 4km mas o trageto estava vedado e a alternativa era uma volta de muitos km, é uma pena ter-se gastado tanto dinheiro publico nos restauros dos moinhos e não se terem lembrado dos acessos a eles, é tipico do nosso país fazem-se as coisa e depois ficam sem utilidade ou ao abandono.