27 de dezembro de 2010

Rituais de Passagem... pelo sim pelo não:-)


"Uns têm origens seculares, outros ninguém sabe como surgiram, mas todos visam trazer boa sorte para o ano que começa. Dos mais crentes aos mais cépticos, na noite do reveillon poucos são os que dispensam rituais que prometem dinheiro, saúde e amor.

"Cumprir alguns rituais dá um certo conforto psicológico. Mesmo quem não acredita em superstições, acaba muitas vezes por perpetuá-las, considerando que não custa nada e, pelo sim, pelo não, é melhor cumpri-las, não vá dar-se o caso de até funcionarem", explica o sociólogo e professor da Universidade Nova de Lisboa Moisés Espírito Santo.

Para o especialista, o peso da tradição acaba por gerar uma pressão colectiva e até alguma "coacção social" no sentido de se cumprirem estes rituais: "se toda a gente faz, por que razão não hei-de fazer também?", é a pergunta, por vezes inconsciente, que muitos se colocam.

Segundo um inquérito realizado pela Marktest em 2006, só 30 por cento dos inquiridos afirmaram não ter nenhuma superstição associada ao reveillon. Comer 12 passas nos segundos finais do último dia do ano e, por cada uma, pedir um desejo é, de longe, a tradição mais popular entre os portugueses.

"Há uma visão mágica associada a esta data, que faz com que as pessoas acreditem que tudo pode mudar de 31 de Dezembro para 01 de Janeiro. Por isso, acham que a probabilidade de se cumprirem os desejos é maior se eles forem pedidos nesse momento de transição", afirma Moisés Espírito Santo.

Também por essa razão, este é, frequentemente, o momento escolhido para tomar decisões importantes e até mudar de vida: fazer dieta, deixar de fumar, passar mais tempo com a família ou casar, por exemplo, são resoluções com que muitos se comprometem para o ano que está prestes a começar.

Até porque virar a última folha do calendário é como "começar tudo de novo", mas com esperanças fortalecidas numa vida mais feliz. O conceito de renovação é, aliás, um dos mais fortemente associados a esta época, estando subjacente a quase todas as tradições da passagem de ano.

Estrear uma peça de roupa interior ou fazer a cama com lençóis nunca antes usados, que a crendice assegura trazerem boa sorte para o amor, são superstições ligadas a esta ideia de novo começo, assim como a ancestral tradição de deitar fora objectos velhos que perderam a utilidade.

Fazer barulho é igualmente um dos mais antigos, mas também mais enraizados rituais associados ao reveillon, um pouco por todo o mundo. Seja gritar, lançar foguetes ou bater em panelas, a ideia, adianta o sociólogo, "é espantar os maus espíritos, os demónios e os velhos fantasmas que possam ter atormentado ou perturbado o ano que passou".

Entre as superstições que prometem bons augúrios para o futuro, subir a uma cadeira à meia-noite é, supostamente, sinónimo de prosperidade, assim como ter uma nota no bolso ou atirar moedas ao ar, no momento em que soar a última badalada.

Numa altura de crise económica, é provável que muitos não se esqueçam de os cumprir. Até porque estes rituais da passagem de ano são como as bruxas: ninguém acredita, mas..."

artigo da jornalista Joana Bastos no JN de 30/12/2008

20 de dezembro de 2010

Santa is Coming to Town!!!!!







Nos meus passeios pela web encontrei estas imagens vintage com diversas ilustrações do Pai Natal ...qualquer uma delas é um perfeito postal de Natal! - teria dificuldade em escolher a que mais gosto! O velhinho das barbas brancas está a chegar:-) Portaram-se bem?

Para todos os que por aqui passam votos de um Natal Muito Feliz!

13 de dezembro de 2010

"Era uma vez, lá na Judeia, um rei..."




"Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças."
 
(Poema de Miguel Torga)

6 de dezembro de 2010

´E tempo para Bilharacos....

Em casa e´iguaria obrigatoria na Mesa de Natal. Feitos pelas maos da minha avo´ Margarida, os Bilharacos sabem sempre a pouco ....


2 Kg de Abóbora Menina
Raspa de 1 Limão
400 g de Açúcar
200 g de Farinha de Trigo
3 Ovos inteiros
Canela q.b.
1 cálice de Aguardente Velha


Coza a abóbora na véspera, em água e sal q.b. Depois de cozida, coloque a  abóbora dentro de um pano branco e pendure-a, deixando escorrer naturalmente a agua da cozedura. Passadas 24 horas prepara-se a massa, misturando todos os ingredientes. Misture muito bem! Faça pequenas bolinhas dessa massa - modele-as como se se tratasse de um bolinho de bacalhau, e leve a fritar em óleo abundante e quente.

Tire da fritadeira, escorra os bilharacos e coloque-os numa travessa para ficarem bem secos. Coloque-os numa taça ou prato fundo e polvilhe abundantemente com uma mistura de açúcar e canela.
 

Bom Apetite!

26 de novembro de 2010

Pinheirinhos de Natal ... com sobras :-)

E porque nao aproveitar as sobras de materiais e fazer um pinheirinho de Natal com os miudos?  Espreitem as imagens e inspirem-se!


Com Papel ...

Tutorial aqui :-)

Tutorial aqui :-)


Com Feltro ...

Tutorial aqui :-)


Tutorial aqui :-)


Com Tecido ...

Tutorial aqui :-)


Tutorial aqui :-)

Bom fim de semana....

22 de novembro de 2010

Lenda da "Inês Negra"


(Torre de Menagem do Castelo de Melgaço)

"Esta história teve lugar em 1388, no início do reinado de D. João I, em que se travou uma guerra contra Castela pela independência de Portugal. Esta contenda, em que sobressaíram os feitos do Condestável Nuno Álvares Pereira e de muitos nobres portugueses, dividiu a aristocracia e o povo português, tomando muitas terras o partido de Castela.

Foi durante esta guerra civil que a Inês Negra, uma mulher do povo fiel à causa portuguesa, abandonou Melgaço quando esta cidade se pôs ao lado do rei de Castela. Quando D. João I decidiu reconquistar Melgaço, Inês Negra juntou-se ao seu exército, mas as duas facções nunca chegaram a defrontar-se.

A batalha travou-se entre Inês Negra e uma sua inimiga de longa data, a "Arrenegada", que tinha optado por apoiar os castelhanos. A lenda diz que a "Arrenegada" desafiou Inês Negra do alto das muralhas, propondo que a contenda fosse resolvida entre ambas com o acordo do exército castelhano. D. João I assistiu espantado à resposta de Inês Negra que dizia aceitar o desafio. Ambos os exércitos concordaram com este duelo e a Inês Negra, de espada na mão, defrontou a sua inimiga apoiada pelos gritos de incitamento dos homens de D. João I.

O silêncio instalou-se quando a "Arrenegada" fez saltar com um golpe a espada das mãos de Inês, mas esta tirou uma forquilha da mão de um camponês e fez-se à luta, procurando atingir a "Arrenegada" nas pernas. Sentindo-se em desvantagem, esta atirou fora a espada e pegou num varapau que quebrou com fúria nas costas de Inês. Louca de fúria e de dor, Inês Negra largou a forquilha e atirou-se com unhas e dentes à sua oponente, rolando ambas no chão empoeirado.

Um grito de dor gelou a assistência, que não conseguia perceber qual das duas vencera. Foi então que a "Arrenegada" se levantou e fugiu para o castelo, tapando as nódoas e o sangue do rosto com as mãos. Os castelhanos abandonaram Melgaço no dia seguinte e D. João I quis recompensar a heroína, mas esta respondeu que estava plenamente recompensada pela sova que tinha dado à sua inimiga."

15 de novembro de 2010

Livros, Imagens e Sonhos

Ontem o Correio trouxe-me uma tentaçao: a revista Outono/Inverno 2010 da Editora Taschen!!!!! Uma perdiçao para uma viciada em livros:-)

Dos lançamentos recentes, destaco alguns, cujo potencial para alegrar o dia de Natal ´e ENORME!!!!!!








Boa semana e boas leituras:-)

10 de novembro de 2010

Dia de S. Martinho, Lume, Castanhas e Vinho

Amanhã, 11 de Novembro, é dia de São Martinho:-) Lembro-me, na minha infância, de esperar ansiosamente pelo magusto da escola e pelo ritual que era o fazer-se a borralheira para assar as castanhas. E como ficávamos todos enfarruscados!!!! É uma data de fortes tradições associadas às colheitas de Outono: castanhas e primeiros vinhos novos. É também uma época onde o Sol brilha mais porque São Martinho traz sempre consigo um pequenino Verão, um último fôlego de calor para ajudar a preparar para o rigoroso Inverno.


 
O tao desejado Verão de São Martinho está associado a uma lenda popular, que escutamos desde pequenos…

"Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada.

S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo.E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade.



Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor.

Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso."

Fonte: http://www.eb1-cruzeiro-n1-nespereira.rcts.pt/saomartinho.htm
 
 
E claro que a experiente sabedoria popular nos oferece diversos ditados que corolam esta época do ano...
 
 
No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
Dia de S. Martinho fura o teu pipinho.
Do dia de S. Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o teu bornal.
Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.
Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.
Pelo S. Martinho semeia favas e vinho.
Pelo S. Martinho, nem nado nem cabacinho.
Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo S. Martinho

Um bom dia de S.Martinho para todos:-)

2 de novembro de 2010

Crafts de Outono para a Familia

Uma belissima maneira de dar um "toque" outonal na casa ... 

Tutorial aqui :-)


As colagens resultam sempre em composiçoes lindas . . .

Tutorial aqui :-)


A reciclagem de uma velha lista de telefones pode surpreender ...

Tutorial aqui :-)


E com papel de seda fazem-se argolas para guardanapos verdadeiramente encantadoras ...

Tutorial aqui :-)


Uma excelente semana com "crafts" e muito divertimento!

24 de outubro de 2010

"O homem das castanhas"




"Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa."

Poema de Jose Ary dos Santos


Para escutar este poema cantado pela fadista Carla Pires clique aqui.

21 de outubro de 2010

Mariana Rey Monteiro (1922 - 2010)



«Vítima" por ser a "princesa herdeira" do "par real" do Teatro D. Maria, nunca se lhe deu o que lhe era devido por mais de 30 anos de actividade ininterrupta nos palcos: desde a "Antígona" (1946) que Júlio Dantas "refez" para ela e que Hermínia Silva parodiaria de forma genial na revista "Sempre em Pé", do mesmo ano ("Sem querer recito a 'Antígona' em calão"), até "Filhos de Um Deus Menor", já quase em participação especial.

Pelo caminho, uma carreira extraordinária de mais de 50 peças, só na companhia do Nacional, no Rossio ou nos seus vários exílios: Oscar Wilde ("O Marido Ideal", 1946), Shakespeare ("Sonho de Uma Noite de Verão", 1952; "Romeu e Julietâ", 1961; "Macbeth", 1964), Molière ("Tartufo", 1963), Ibsen ("Hedda Gabler", 1972) e Gil Vicente, Shaw, Santareno, Pirandello, Mrozek, Albert Camus, Valle-Inclán ou lonesco.

A sua pose distante e moderna em palco, uma voz bem timbrada e belíssima, com uns graves inesquecíveis, faziam dela a intérprete ideal das grandes heroínas do teatro americano de que tem que destacar-se a Blanche Du Bois de "Um Eléctrico Chamado Desejo" (1963) de Tennessee Williams, uma das primeiras vezes que tivemos a sorte de a ver em palco, desgarrada e trágica com a dignidade aristocrática que a personagem exigia e a actriz possui naturalmente. Mas há também Arthur Miller ("As Bruxas de Salém", 1957, ou "Do Alto da Ponte", 1960) e o desvario controlado e genial em "Equilíbrio Instável" (1967), de Albee.

No entanto, quando se fala de Mariana Rey Monteiro o que conta é a emoção de a ver chiquíssima em "Rosas Vermelhas (1965) ou mulher do povo em "Filomena Marturano" de De Filippo.

A versatilidade é, aliás, uma das suas características, capaz de todos os registos, como atesta a sua "humilde" criada na série televisiva "Gente Fina É Outra Coisa", uma das poucas (ínfimas) memórias para a posteridade de uma mulher fabulosa, que fez do palco e da transitoriedade do grande teatro a sua vida. Porque tem a humildade das grandes actrizes, nunca quis ser diva. Mas acredite quem nunca a viu sobre os palcos: quando entrava em cena era magnética e maior do que o mundo. "»

15 de outubro de 2010

Campanha "Salvem as Mulheres"

Na minha caixa de correio electrónica encontrei um mail de uma amiga, cujo conteúdo é sublime!... Claro... Um texto do gaúcho Luís Fernando Veríssimo... dá para não gostar?:-)

("Origin of Life", de Sandra S-Wise)

“O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.  Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.

Só tem mulher quem pode!”


11 de outubro de 2010

Bento Carqueja, ilustre oliveirense ...

Bento de Sousa Carqueja (1860-1935), nasceu a 6 de Novembro de 1860 em Oliveira de Azeméis. Bento Carqueja foi escritor, jornalista, empresário, naturalista e professor da Universidade do Porto.



"Bento de Souza Carqueja nasceu na Rua Direita de Oliveira de Azeméis, filho de Maria Amélia Soares de Pinho de Souza Carqueja e de Bento de Souza Carqueja, um conceituado comerciante, vereador da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e juiz de direito substituto.

Bento Carqueja frequentou o ensino primário na Escola Conde Ferreira, estabelecimento localizado onde hoje existe o Palácio da Justiça de Oliveira de Azeméis. Terminada a instrução primária, mudou-se para a cidade do Porto realizou os seus estudos secundários, custeados por Manuel de Sousa Carqueja irmão de seu pai e seu padrinho.

Teve sucesso nos seus estudos no Porto, concluindo o ensino secundário e iniciando a sua actividade profissional, em 1880, como revisor e colaborador do jornal O Comércio do Porto, diário de que o seu tio fora um dos fundadores.A sua apetência para o jornalismo conduziu a que cedo se envolvesse na edição do jornal. Quando faleceu o seu tio tornou-se co-proprietário do jornal, assumindo pouco depois as funções de director.

Concluiu em 1882 o curso livre de Ciências Físico-Naturais e em 1884 foi nomeado professor da Escola Normal do Porto, encarregue da leccionação das cadeiras de Agricultura e Ciências Físico-Naturais. Para coadjuvar no ensino prático das cadeiras, instalou o Jardim Botânico e os laboratórios de Fisiologia Vegetal e Química Agrícola daquela instituição.

Em 1893 visitou os Açores, publicando um relato das suas impressões de viagem e dando apoio ao movimento autonomista, então no seu auge. A obra foi incluída na Biblioteca da Autonomia dos Açores, uma colecção de obras de apoio à causa autonomista.

Quando em 1915 foi criada a Faculdade Técnica do Porto da então recém-criada Universidade do Porto, onde passou a leccionar as cadeiras de Economia Política, Contabilidade e Legislação de Obras Públicas.

Em paralelo envolveu-se num conjunto de iniciativas cívicas ligadas ao jornal de que resultou uma importante obra social, promovendo a construção de bairros operários, a organização de escolas agrícolas móveis e a fundação de várias creches sob a égide de O Comércio do Porto. Para benefício da obra social adquiriu um biplano que em 1912 voou no Porto e em Lisboa. Aquela aeronave, um biplano Farman MF.11, foi um dos primeiros aviões a voar em Portugal.

Outra área a que se dedicou foi à segurança dos pescadores e outros marítimos do litoral norte de Portugal. Em 1913 presidiu à comissão de angariação de meios para auxiliar as famílias das vítimas de uma tragédia marítima que ocorreu naquele ano na Póvoa de Varzim. Foi um dos promotores da instalação de um sinal acústico no farol de Leixões destinado a orientar a navegação em situação de nevoeiro. Aquele sinal sonoro foi dos primeiros instalados na costa portuguesa.

A sua competência em matéria económica levou a que fosse encarregue de diversas missões e da representação de Portugal em diversas conferências no país e no estrangeiro, o que lhe permitiu visitar diversos países. Dessas participações resultou ser feito membro de algumas Academias e Institutos portugueses e estrangeiros. Quando se decidiu criar uma comissão de propaganda da imprensa, foi um dos seus mais activos membros, sendo em 1918 eleito seu presidente, funções em que dirigiu vários manifestos à opinião pública portuguesa.

Na sua carreira académica, política e jornalística nunca esqueceu a sua terra natal, tendo promovido diversos melhoramentos entre os quais a iluminação pública de Oliveira de Azeméis, a construção da linha de caminho-de-ferro do Vale do Vouga, a construção do Hospital de Oliveira de Azeméis, a fundação da Associação dos Bombeiros, a criação da Santa Casa da Misericórdia, a fundação da Escola Técnica de Artes e Ofícios O Comércio do Porto, o restauro da Igreja Matriz e a construção do Parque de La-Salette. Também se lhe deve a publicação dos Annaes do Município de Oliveira de Azeméis, uma obra fundamental para o conhecimento da história e das personalidades ligadas ao concelho.

Esteve também ligado à fundação da Fábrica de Papel do Caima e a diversos outros investimentos que se revelariam estruturantes para a região do grande Porto, tendo para isso captado financiamentos vários, em particular os que foram suportados pelo Conde de Santiago de Lobão e pelo conselheiro Boaventura Rodrigues de Sousa.

Homem humilde, recusou altos cargos políticos, incluindo o de Ministro, que por várias vezes lhe foram oferecidos. Também recusou condecoração, apenas aceitando algumas agraciações estrangeiras, entre as quais a Medalha Benemerenti de Pio XI. Faleceu na Foz do Douro, na rua do Molhe, a 2 de Agosto de 1935, e foi sepultado em Oliveira de Azeméis.

Deixou uma vasta obra dispersa por periódicos, com destaque para o Comércio do Porto,
para além de várias monografias. Bento Carqueja é lembrado na toponímia de várias localidades. É também Patrono do Agrupamento Vertical Bento Carqueja, um conjunto de escolas básicas do concelho de Oliveira de Azeméis."

in Wikipédia

 
Um homem absolutamente fascinante. A sua neta Maria Eliza Pérez, escreveu um excelente artigo que nos revela a grandeza de Bento Carqueja: "Radiografia Sentimental de um Grande Homem" . Vale a pena ler...

6 de outubro de 2010

Professor e Mestre

A palavra "professor" formou-se a partir do latim profiteri, formada por fateri (confessar), com o prefixo pro- (diante, com o sentido de «diante de todos, à vista»). O Professor é  aquele que «professa», ou seja, que declara publicamente que possuí conhecimentos em determinada área do saber e que pode transmiti-los.


Há poucos ofícios tão nobres quanto este... Quanta responsabilidade e, quase sempre, tão escasso reconhecimento. Não há ninguém que não se recorde de um professor em especial: aquele que fazia desaparecer as dores de barriga, o que não se importava de ficar até mais tarde para ajudar no trabalho de grupo, o que ralhava, o que era exigente mas justo, ...

Sou filha de uma professora, e desde os três meses de idade até à saída da Faculdade, a Escola foi o grande espaço do meu mundo. Recordo-me dos alunos da minha mãe e os jogos de dominó para aprender a tabuada; da professora Zélia e as milhares de tentativas para que a nossa pronúncia fosse perfeita:-), do professor Albérico  e as suas exigentes aulas de matemática com dezenas de horas suplementares para que aprendessemos como "é bonita a matemática" ,.... enfim, os Professores são figuras incontornáveis na nossa formação.


E ontem, 5 de Outubro, foi o Dia Mundial do Professor! Fica aqui este poema, de autor desconhecido, como uma pequenina homenagem aos nobres homens e mulheres que dedicam a sua vida à formação de seres humanos.


“Ser professor é ser artista,
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo…
É ser mãe, pai, irmã, avó,
é ser palhaço, estilhaço,
espantalho, bagaço…
É ser ciência e paciência…
É ser informação,
é ser acção.
É ser bússola, é ser farol,
é ser luz, é ser sol.
Incompreendido?… Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?…
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.
Ser professor…
É vício ou vocação?
É outra coisa…
É ter nas mãos o mundo de amanhã.
Amanhã
os alunos vão-se…
E, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
novos olhinhos ávidos de cultura.
E ele, o professor
vai desejando
com toda a ternura,
o saber, a orientação
nas cabecinhas novas
que amanhã
luzirão no firmamento da pátria.
Fica a saudade…
A amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade.”

Autor desconhecido
 

27 de setembro de 2010

Perfeitamente Imperfeita ...


"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta entrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correcta, não é topar qualquer projecto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."

Um texto fabuloso da escritora e jornalista Martha Medeiros.
(Revista do Jornal O Globo)

23 de setembro de 2010

"Uma névoa de Outono o ar raro vela"



"Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.


Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.


Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...] "

Fernando Pessoa, "Poesias Inéditas (1930-1935)"

(Imagem: "Autumn mist" by Nick Owen)

20 de setembro de 2010

Sejam muito benvindos ...














Estas são algumas imagens de uma campanha institucional sobre Oliveira de Azeméis. São fotos de alguns locais que estão no coração dos oliveirenses. São um bocadinho do que fomos e somos ... Mas há muito mais para ver e sentir ... Venha visitar-nos... aproveite o próximo fim de semana e assista à cerimónia de entronização da Confraria das Papas de S. Miguel. No Sábado, 25 de Setembro de manhã no Arquivo Municipal...

15 de setembro de 2010

Lenda das Sete Cidades


"Conta a lenda que o arquipélago dos Açores é o que hoje resta de uma ilha maravilhosa e estranha onde vivia um rei possuidor de um grande tesouro e uma imensa tristeza por não ter um filho que lhe sucedesse no trono.

Esta dor tornava-o amargo com a sua rainha estéril e cruel com o seu povo. Mas uma noite perante os seus olhos desceu uma estrela muito brilhante dos céus que aos poucos se foi materializando numa mulher de beleza irreal envolta em luz prateada. Com uma voz que mais parecia música essa mulher prometeu-lhe uma filha bela como o sol sob a condição que o rei expiasse a sua crueldade e injustiça através da paciência.

O rei teria que construir um palácio rodeado por sete cidades cercadas por muralhas de bronze que ninguém poderia transpor. A princesinha ficaria aí guardada durante trinta anos longe dos olhos e do carinho do rei. O rei aceitou o desafio. Decorreram 28 anos e com eles cresceram a impaciência e o sofrimento do rei, que um dia não aguentou mais.

Apesar de ter sido avisado que morreria e que o seu reino seria destruído, o rei dirigiu-se às muralhas, desembainhou a espada e nelas descarregou a sua fúria. A terra estremeceu num ruído terrível e das suas entranhas saíram línguas de fogo enquanto que o mar se levantou sobre a terra e a engoliu.

No fim de tudo, restaram apenas as nove ilhas dos Açores e o palácio da princesa, transformado agora na Lagoa das Sete Cidades dividida em duas lagoas: uma verde como o vestido da princesa e a outra azul da cor dos seus sapatos. "