25 de janeiro de 2010

Escultor Paulo Neves


 

Paulo Neves, é meu conterrâneo e é um dos grandes escultores portugueses. A sua obra é vasta e trabalha essencialmente com madeira e com pedra. Visitem o seu site e maravilhem-se com algumas peças que lá estão. Pessoalmente, sou completamente fã dos "Anjos" e das "Rodas":-)


E porque o Paulo é de uma simpatia enorme, "emprestou" uma das suas fantásticas "Rodas" para enriquecer o pátio da moradia modelo do último empreendimento do meu marido. Dependendo da posição em que nos encontramos a "Roda" ilude os nossos olhos, tomando posições que parecem diferentes - da elipse à circunferência, nunca é igual o nosso olhar sobre esta obra.

Já não consigo imaginar este pátio sem a "Roda":-)

18 de janeiro de 2010

Vamos apoiar jovem designer portuguesa!


Cartaz a Concurso da Diana Jung

O concurso "I Love Europe", organizado pela Comissão Europeia, destina-se a conceber um cartaz para ilustrar o dia da Europa em 2010.


De 1700 projectos internacionais submetidos foram seleccionados apenas 10 finalistas, entre os quais está o projecto desenvolvido em aula e submetido pela aluna Portuguesa da ESAD - Escola Superior de Artes e Design (Matosinhos) Diana Jung (imagem acima).

Clique no link www.designeurope2010.eu/index.php?lang=pt  e veja os 10 finalistas e já agora, apoie a nossa designer e vote no cartaz fantástico que a Diana criou! Os 10 finalistas serão votados online e será assim feita a escolha do trabalho vencedor.

Serão publicadas milhares de cópias do cartaz Dia da Europa 2010 vencedor em todas as línguas oficiais da UE e exibidas por toda a União Europeia em Maio de 2010.

Vamos apoiar!


Brites de Almeida: A Padeira de Aljubarrota



"Brites de Almeida não foi uma mulher vulgar. Era feia, grande, com os cabelos crespos e muito, muito forte. Não se enquadrava nos típicos padrões femininos e tinha um comportamento masculino, o que se reflectiu nas profissões que teve ao longo da vida. Nasceu em Faro, de família pobre e humilde e em criança preferia mais vagabundear e andar à pancada que ajudar os pais na taberna de donde estes tiravam o sustento diário. Aos vinte anos ficou órfã, vendeu os poucos bens que herdou e meteu-se ao caminho, andando de lugar em lugar e convivendo com todo o tipo de gente. Aprendeu a manejar a espada e o pau com tal mestria que depressa alcançou fama de valente. Apesar da sua temível reputação houve um soldado que, encantado com as suas proezas, a procurou e lhe propôs casamento. Ela, que não estava interessada em perder a sua independência, impôs-lhe a condição de lutarem antes do casamento. Como resultado, o soldado ficou ferido de morte e Brites fugiu de barco para Castela com medo da justiça. Mas o destino quis que o barco fosse capturado por piratas mouros e Brites foi vendida como escrava. Com a ajuda de dois outros escravos portugueses conseguiu fugir para Portugal numa embarcação que, apanhada por uma tempestade, veio dar à praia da Ericeira. Procurada ainda pela justiça, Brites cortou os cabelos, disfarçou-se de homem e tornou-se almocreve. Um dia, cansada daquela vida, aceitou o trabalho de padeira em Aljubarrota e casou-se com um honesto lavrador..., provavelmente tão forte quanto ela.



(foto de Zélia Paulo Silva)

O dia 14 de Agosto de 1385 amanheceu com os primeiros clamores da batalha de Aljubarrota e Brites não conseguiu resistir ao apelo da sua natureza. Pegou na primeira arma que achou e juntou-se ao exército português que naquele dia derrotou o invasor castelhano. Chegando a casa cansada mas satisfeita, despertou-a um estranho ruído: dentro do forno estavam sete castelhanos escondidos. Brites pegou na sua pá de padeira e matou-os logo ali. Tomada de zelo nacionalista, liderou um grupo de mulheres que perseguiram os fugitivos castelhanos que ainda se escondiam pelas redondezas. Conta a história que Brites acabou os seus dias em paz junto do seu lavrador mas a memória dos seus feitos heróicos ficou para sempre como símbolo da independência de Portugal. A pá foi religiosamente guardada como estandarte de Aljubarrota por muitos séculos, fazendo parte da procissão do 14 de Agosto."


14 de janeiro de 2010

Com este frio ... venham umas Papas de São Miguel!

As Papas de São Miguel são tradicionalmente comidas no dia 26 de Setembro, dia do Santo Padroeiro de Oliveira de Azeméis, São Miguel. Mas quando o frio aperta não há nada como umas Papas bem quentinhas para aconchegar o estômago e a alma! Há cerca de 200 anos que os Oliveirenses, grandes e pequenos, se regalam com as Papas!



Em Setembro de 2006 foi criada a Confraria das Papas de São Miguel, cujas Confreiras e Confrades zelam pela passagem de testemunho entre gerações da receita das Papas. Mas sobre a Confraria postarei mais tarde... porque ainda estou em plena "aprendizagem" junto dos simpáticos Confrades.




Entretanto, e porque pode haver quem queira experimentar:), deixo-vos a Receita das Papas de S. Miguel!


Ingredientes:
250 g de feijão branco ou manteiga; 250 g de vinha-d'alho (coiratos de porco em vinho tinto, sal e alhos durante 2 dias); 1 molho de nabiças; 2 ossos de suã (ossos da espinha do porco); farinha de milho; sal q.b.



Confecção:
Dois dias antes, põe-se de molho, em vinho tinto, 250 g de coiratos de porco com sal e alguns dentes de alho cortados. No próprio dia, coze-se o feijão (de molho desde o dia anterior). Entretanto, cortam-se as nabiças como se fosse para o caldo-verde. Quando o feijão estiver cozido, juntam-se-lhe os coiratos escorridos e os ossos de suã. Deixa-se cozer bem, juntando de seguida as nabiças.
Usando a água de cozer (em parte ou na totalidade), engrossa-se com farinha de milho, até se obter a espessura desejada, pois estas papas tanto podem ser ralas (leinas) como espessas, conforme o gosto de cada um, não esquecendo o tempero de sal. Assim que a farinha estiver cozida, serve-se em malgas de barro.
Aguarda-se 5 a 10 minutos antes de as comer, de forma a ganhar uma capa um pouco dura.

Só mais uma nota: as papas são confeccionadas numa panela de ferro de três pernas!
E ainda outra nota: estas papas não são papas de sarrabulho (outro prato da nossa gastronomia que é um manjar!)


11 de janeiro de 2010

Fotos fantásticas!









Uma semana feliz para todos:-)

3 de janeiro de 2010

Ano Novo, Vida Nova




"Desse ano vou levar muita coisa...
Uma lágrima eterna, um abraço apertado,
Um comentário engraçado, uma dorzinha no peito.
teu jeito de olhar, muitos pontos de interrogação,
vários sins e um duvidoso e inseguro não...
Minha bagagem esta demais e completa...
E sendo assim vou pegar uma reta
e cair direto de cara para um novo desafio: viver.
Viver sem me preocupar com as contas, a janta,
Sem tanta insegurança, sem safenar meu coração...
Viver sem aquela chata indecisão de tentar a sorte
ou viver na contra-mão dos acontecimentos,
atropelando a todos e especialmente os meus sentimentos.
É, ano que vem promete...Vou pintar o sete!!
E também os meus cabelos, vou dar minha cara a tapa
e a esteticista, não posso ficar na pista!!
Vou bagunçar o coreto e o ” correto “
E pouco me importo no que isso vai acarretar...
Vou tentar ralar e descascar menos
para deitar e rolar com minha filha...
Vou cruzar pontes e se o outro é uma ilha,
vou mostrar que sol nasce para todos...
É...Vou fazer diferente! É, vou fazer a diferença!
Vou sair da indiferença, da invisibilidade,
do degredo, do medo, da saudade...
Quem está na chuva é para se molhar!
Pois, então, que venha uma tempestade de alegria,
um tornado de poesia, um ano de harmonia...
Pode vir quente que eu estou derretendo...
Eita calor danado! Eita certeza de mudança...
Eita lembrança que fica! Ô ansiedade!!!!
E ai?O quê você me diz? Qual é a sua dica para ser feliz?
E nem vem com esse papo que vou tentar uma nova dieta,
Vou emagrecer...Olha, é melhor ficar quieta...
Quero mesmo é saber o que você vai fazer
com a sua alma, com a sua luz, com o seu destino-
Eita menino indomável! Afinal de contas, ano novo,
vida nova! Clichês à parte, sua vida é a sua maior arte...."

 
Poema de Karla Bardanza, "uma mulher em permanente estado de flor"...