27 de dezembro de 2010

Rituais de Passagem... pelo sim pelo não:-)


"Uns têm origens seculares, outros ninguém sabe como surgiram, mas todos visam trazer boa sorte para o ano que começa. Dos mais crentes aos mais cépticos, na noite do reveillon poucos são os que dispensam rituais que prometem dinheiro, saúde e amor.

"Cumprir alguns rituais dá um certo conforto psicológico. Mesmo quem não acredita em superstições, acaba muitas vezes por perpetuá-las, considerando que não custa nada e, pelo sim, pelo não, é melhor cumpri-las, não vá dar-se o caso de até funcionarem", explica o sociólogo e professor da Universidade Nova de Lisboa Moisés Espírito Santo.

Para o especialista, o peso da tradição acaba por gerar uma pressão colectiva e até alguma "coacção social" no sentido de se cumprirem estes rituais: "se toda a gente faz, por que razão não hei-de fazer também?", é a pergunta, por vezes inconsciente, que muitos se colocam.

Segundo um inquérito realizado pela Marktest em 2006, só 30 por cento dos inquiridos afirmaram não ter nenhuma superstição associada ao reveillon. Comer 12 passas nos segundos finais do último dia do ano e, por cada uma, pedir um desejo é, de longe, a tradição mais popular entre os portugueses.

"Há uma visão mágica associada a esta data, que faz com que as pessoas acreditem que tudo pode mudar de 31 de Dezembro para 01 de Janeiro. Por isso, acham que a probabilidade de se cumprirem os desejos é maior se eles forem pedidos nesse momento de transição", afirma Moisés Espírito Santo.

Também por essa razão, este é, frequentemente, o momento escolhido para tomar decisões importantes e até mudar de vida: fazer dieta, deixar de fumar, passar mais tempo com a família ou casar, por exemplo, são resoluções com que muitos se comprometem para o ano que está prestes a começar.

Até porque virar a última folha do calendário é como "começar tudo de novo", mas com esperanças fortalecidas numa vida mais feliz. O conceito de renovação é, aliás, um dos mais fortemente associados a esta época, estando subjacente a quase todas as tradições da passagem de ano.

Estrear uma peça de roupa interior ou fazer a cama com lençóis nunca antes usados, que a crendice assegura trazerem boa sorte para o amor, são superstições ligadas a esta ideia de novo começo, assim como a ancestral tradição de deitar fora objectos velhos que perderam a utilidade.

Fazer barulho é igualmente um dos mais antigos, mas também mais enraizados rituais associados ao reveillon, um pouco por todo o mundo. Seja gritar, lançar foguetes ou bater em panelas, a ideia, adianta o sociólogo, "é espantar os maus espíritos, os demónios e os velhos fantasmas que possam ter atormentado ou perturbado o ano que passou".

Entre as superstições que prometem bons augúrios para o futuro, subir a uma cadeira à meia-noite é, supostamente, sinónimo de prosperidade, assim como ter uma nota no bolso ou atirar moedas ao ar, no momento em que soar a última badalada.

Numa altura de crise económica, é provável que muitos não se esqueçam de os cumprir. Até porque estes rituais da passagem de ano são como as bruxas: ninguém acredita, mas..."

artigo da jornalista Joana Bastos no JN de 30/12/2008

20 de dezembro de 2010

Santa is Coming to Town!!!!!







Nos meus passeios pela web encontrei estas imagens vintage com diversas ilustrações do Pai Natal ...qualquer uma delas é um perfeito postal de Natal! - teria dificuldade em escolher a que mais gosto! O velhinho das barbas brancas está a chegar:-) Portaram-se bem?

Para todos os que por aqui passam votos de um Natal Muito Feliz!

13 de dezembro de 2010

"Era uma vez, lá na Judeia, um rei..."




"Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças."
 
(Poema de Miguel Torga)

6 de dezembro de 2010

´E tempo para Bilharacos....

Em casa e´iguaria obrigatoria na Mesa de Natal. Feitos pelas maos da minha avo´ Margarida, os Bilharacos sabem sempre a pouco ....


2 Kg de Abóbora Menina
Raspa de 1 Limão
400 g de Açúcar
200 g de Farinha de Trigo
3 Ovos inteiros
Canela q.b.
1 cálice de Aguardente Velha


Coza a abóbora na véspera, em água e sal q.b. Depois de cozida, coloque a  abóbora dentro de um pano branco e pendure-a, deixando escorrer naturalmente a agua da cozedura. Passadas 24 horas prepara-se a massa, misturando todos os ingredientes. Misture muito bem! Faça pequenas bolinhas dessa massa - modele-as como se se tratasse de um bolinho de bacalhau, e leve a fritar em óleo abundante e quente.

Tire da fritadeira, escorra os bilharacos e coloque-os numa travessa para ficarem bem secos. Coloque-os numa taça ou prato fundo e polvilhe abundantemente com uma mistura de açúcar e canela.
 

Bom Apetite!