18 de maio de 2011

Etimologia, do grego . . .


O estudo da origem das palavras está na minha lista de "interesses favoritos"! Não no sentido de realizar o estudo propriamente dito (lol), mas em ler e conhecer o que está por detrás de alguns vocábulos da nossa língua portuguesa.

Recordo-me de uma professora de língua portuguesa que efectuava frequentemente análises etimológicas e que conseguia captar a nossa atenção por completo! A Professora Helena contava histórias com a história das palavras... Actualmente seria bom que o ensino da língua portuguesa dedicasse mais tempo à etimologia ... Haja esperança!

A etimologia é o estudo da origem das palavras, de que língua derivam e o porquê do seu uso. A própria palavra "etimologia" deriva do grego éthymus (que significa real, verdadeiro) e logos ( que significa palavra, ciência).

No site  Ciberdúvidas da Língua Portuguesa podem encontrar muita informação sobre a língua portuguesa, nomeadamente sobre a etimologia de muitos vocábulos ...

Alguns exemplos retirados do site:


- Etimologia da palavra PORTUGAL:

"O nome de Portugal, segundo o Dicionário Onomástico e Etimológico de José Pedro Machado (Editorial Confluência), vem do latim "Portucale", designação primitiva da cidade do Porto. "Portucale" resultou da aglutinação de Portu- + Cale-, do acusativo "Portum Calem", forma vulgar de "Cales Portus".

De acordo com este dicionarista, "Cales" era povoação (de origem obscura, talvez celta) junto do Douro.
José Pedro Machado, noutra entrada do dicionário (Gaia), indica que a origem de Vila Nova de Gaia "ainda não está esclarecida; provavelmente será pré-romana, de "Cale", "Cala", donde "Gaa" > Gaia."


- Etimologia da palavra CRISE:

"O substantivo (nome) crise vem «lat[im] crĭsis, is, "momento de decisão, de mudança súbita, crise (us[ado] esp[ecialmente] ac[e]p[ção] med[icina])", do gr[ego] krísis,eōs, "ação ou faculdade de distinguir, decisão", p[or] ext[ensão], "momento decisivo, difícil", der[ivação] do v[erbo] gr[ego] krínō, "separar, decidir, julgar"; já no lat[im] ocorre a ac[e]p[ção] "momento decisivo na doença"; a pal[avra] ganha curso em econ[omia] a partir do sXIX; fr[ancês] crise (1429), ing[lês] crisis (1543), al[emão] Krise (sXVI), it[aliano] crisi (sXVI-XVII), esp[anhol] crisis (1705), port[uguês] crise (sXVIII)».
A palavra crise é, em história da medicina, «segundo antigas concepções, o 7.º, 14.º, 21.º ou 28.º dia que, na evolução de uma doença, constituía o momento decisivo, para a cura ou para a morte»; em medicina, trata-se de «o momento que define a evolução de uma doença para a cura ou para a morte» ou de «dor paroxística, com distúrbio funcional em um órgão». Em economia, é «fase de transição entre um surto de prosperidade e outro de depressão, ou vice-versa»."

- Etimologia da palavra ESPERANÇA:

"O Dicionário Eletrônico Houaiss diz que a palavra esperança vem de «esperar + -ança». Contudo, depois acrescenta que «Nascentes é da opinião de que existiu um lat[im] sperantia, neutro pl[ural] de sperans,sperantis, part[icípio] pres[ente] do v[erbo] sperāre, que teria suplantado o lat[im] cl[ássico] spes,ei "esperança"; o autor acrescenta a informação de que o gafanhoto tem esse nome por ser verde».
Esperança significa «sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; fé (tb. us. no pl.)» e, em sentido figurado, «aquilo ou aquele de que se espera algo, em que se deposita a expectativa; promessa»."

Há muitos sites e blogues que se dedicam a esta matéria. Vá ao seu motor de busca preferido, digite "Etimologia" e divirta-se com as histórias das palavras que fazem parte da nossa vida:-)

9 de maio de 2011

Mercado à Moda Antiga


E cá está o cartaz da décima quinta edição do Mercado à Moda Antiga!

Desta feita, o cartaz tem a foto das Manas Maria Emília Ulrich e Maria Luísa Ulrich, que teriam na altura em que a foto foi tirada, 12 e 14 anos de idade. Maria Emília viria, mais tarde, a tornar-se Marquesa de Abrantes, cujo marido tem o seu nome numa rua em Oliveira de Azeméis (Rua Marquês de Abrantes, frente ao "Gemini"). Acabaria por falecer em 1994 com 87 anos de idade.
Ambas estão ligadas à Quinta do Côvo, na freguesia de São Roque, local onde foi tirada a fotografia.

Este evento é imperdível! Não se esqueça: marque na agenda 10, 11 e 12 de Junho em Oliveira de Azeméis, XV Mercado à Moda Antiga...


Venha fazer-nos companhia no Centro do Mundo!
 Só lhe garantimos que vai ficar com vontade de voltar ...


1 de maio de 2011

O Cognome do Rei (IV - Dinastia Brigantina)



E vamos então aos cognomes dos reis e rainhas da Casa de Bragança ...

Dinastia Brigantina (1640 - 1910)

D. João IV, O Restaurador
(por ter sido restaurada a independência nacional)

D. Afonso VI, O Vitorioso
(porque durante o seu reinado Portugal venceu Espanha em várias batalhas da Guerra da Restauração)

D. Pedro II, O Pacífico
(porque na sua regência se fez a paz com Espanha)

D. João V, O Magnânimo, O Rei-Sol Português
(em virtude do luxo de que se revestiu o seu reinado)

D. José I, O Reformador
(pelas numerosas reformas na organização económica e social do país que levou a cabo durante o seu reinado)

D. Maria I, A Piedosa
(devido à sua grande devoção religiosa)

D. João VI, O Clemente
(pela sua afabilidade e bondade)

D. Pedro IV, O Rei-Imperador
(foi Rei de Portugal durante sete dias e o 1º Imperador do Brasil)

D. Miguel I, O Absolutista
(por alegadamente ter arrebatado o trono que seria da sua sobrinha)

D. Maria II, A Educadora
(em virtude da aprimorada educação que dispensou aos seus filhos)

D. Pedro V, O Muito Amado
(porque no seu reinado conseguiu reconciliar o povo com a casa real)

D. Luís I, O Popular
(pela adoração que o voto lhe votava)

D. Carlos I, O Diplomata
(pelas inúmeras visitas a nações europeias para defesa dos interesses nacionais)

D. Manuel II, O Patriota
(pela preocupação que os assuntos pátrios sempre lhe causaram)


E acaba aqui a "ronda" pelos cognomes dos Reis deste Reino:-)