30 de novembro de 2012

A Árvore de Natal



Na procura da "história" da tradição da Árvore de Natal para contar aos filhotes, encontrei neste site um breve resumo desta tradição global:-), que tomo a liberdade de transcrever:


"A Árvore de Natal é um pinheiro ou abeto, enfeitado e iluminado, especialmente nas casas particulares, na noite de Natal. A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.

Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal. Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druídas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano. Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.

A primeira referência a uma “Árvore de Natal” surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central: há notícias de árvores de Natal na Lituânia em 1510. 
Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do menino Jesus.

O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.

No início do século XVII, a Grã-Bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover. Contudo a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela “Illustrated London News”, de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.

Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, na Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.
Como o uso da árvore de Natal tem origem pagã, este predomina nos países nórdicos e no mundo anglo-saxónico. Nos países católicos, como Portugal, a tradição da árvore de Natal foi surgindo pouco a pouco ao lado dos já tradicionais presépios.

Contudo, em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente quando comparada com os restantes países. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal.

Até aos anos 50, a Árvore de Natal era até algo mal visto nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. Contudo, hoje em dia, a Árvore de Natal já faz parte da tradição natalícia portuguesa e já todos se renderam aos Pinheirinhos de Natal!"


E como é tradição cá em casa, amanhã, 1 de Dezembro, é o dia de montar a Árvore de Natal e de inaugurar à noite as luzinhas que brilharão até ao Dia de Reis!





9 de novembro de 2012

Lenda da Caparica




"Há muitos, muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, com meia dúzia de casas, apareceu uma criança muito bonita, pobremente vestida que ninguém sabia donde vinha. Um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dessa menina que não sabia nada sobre a sua origem, apenas sabia que possuía aquela capa que trazia. 

O velho reparou que a capa, apesar de muito velha, era uma capa de qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre. Passaram-se muitos anos até que a menina se tornou numa bela jovem. 

Estando o velho às portas da morte pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles últimos momentos, dizendo à jovem que aquela capa velha era uma capa rica. A jovem fez-lhe a vontade e, quando o velho morreu, juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. 

Passou dias sem comer e noites sem dormir mas tinha a consciência tranquila de ter retribuído tanto em vida como na morte a bondade do velho. A jovem ficou naquele casebre e envelheceu sozinha. O povo, que a achava estranha e lhe chamava bruxa, reparou que ela tinha o ritual de subir ao alto do monte e, num ar de êxtase, rezava a Deus pedindo-lhe que quando morresse o Manto Divino de Nossa Senhora do Monte cobrisse com a Sua benção todos aqueles que naquela localidade A veneravam. Ao terminar aquelas palavras ela pegava na sua capa velha e erguia-a ao céu. 

Este estranho comportamento chegou aos ouvidos do rei que a mandou vir à sua presença, acompanhada da famosa capa que todos diziam ter feitiço. A velha senhora disse ao rei que nada tinha a ver com bruxedos e que o que fazia era apenas rezar a Deus. Comovido, o rei mandou-a embora com uma bolsa de dinheiro e a velha continuou a sua vida solitária até que um dia morreu. 

Junto do corpo da Velha da Capa, que era como o povo a designava, encontraram uma carta dirigida ao rei. A Velha da Capa tinha descoberto na hora da sua morte que a capa era afinal uma capa rica porque tinha encontrado uma verdadeira riqueza escondida no seu forro. Pedia ao rei que utilizasse aquele tesouro para transformar aquela costa numa terra de sonho e maravilha onde houvesse saúde e alegria para todos.

 Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica, em homenagem de uma menina de origem desconhecida que tinha como único bem uma capa velha que afinal era uma capa rica."

in http://lendasdeportugal.no.sapo.pt/distritos/setubal.htm

2 de outubro de 2012

Chocolate

"Chocolate provém do castelhano "chocolate", que, por sua vez, derivou do nauatle 

[língua indígena mexicana] "chocolatl", de "choco" (cacau) + "latl" (água)."




Whoopies à italiana

Receita aqui:-)


Trufas de Chocolate com Pimenta

Receita aqui :-)


Devil's Cake

Receita aqui :-)


Brownie
Receita aqui :-)


Votos de uma doce semana:-))


18 de setembro de 2012

Mochos e Corujas ... DIY :-)

Mochos e corujinhas são das aves mais populares nos crafts:-) De papel, tecido ou materiais naturais estas aves são um must do  para miúdos e graúdos! 


Indicações para a realização destes mochinhos amorosos aqui :-)


Tutorial para fazer esta almofada está aqui :-)


As indicações para fazer esta coruja fofa estão aqui :-)

Tutorial para fazer estes mochos de pinhas aqui :-)

10 de setembro de 2012

Lenda de Geraldo Geraldes, o Sem Pavor



"Esta lenda passou-se no ano de 1166, no tempo em que Évora era ainda a Yeborath árabe, para grande desgosto de D. Afonso Henriques que a desejava como ponto estratégico da reconquista de Portugal aos Mouros. 

Geraldo Geraldes, um homem de origem nobre que vivia à margem da lei, era chefe de um bando de proscritos que habitavam num pequeno castelo nos arredores de Yeborath. Conhecido também pelo Sem Pavor, Geraldo Geraldes decidiu conquistar Évora para resgatar a sua honra e o perdão para os seus homens. 

Disfarçado de trovador rondou a cidade e traçou a sua estratégia de ataque à torre principal do castelo que era vigiada por um velho mouro e pela sua filha. Numa noite, o Sem Pavor subiu sozinho à torre e matou os dois mouros, apoderando-se em silêncio da chave das portas da cidade. Mobilizou os seus homens e atacou a cidade adormecida numa noite sem lua que, surpreendida, sucumbiu ao poder cristão. 

No dia seguinte, D. Afonso Henriques recebeu surpreendido a grande novidade e tão feliz ficou que devolveu a Geraldo Geraldes as chaves da cidade, bem como a espada que ganhara, nomeando-o alcaide perpétuo de Évora. 

Ainda hoje, a cidade ostenta no brasão do claustro da Sé, a figura heróica de Geraldo Geraldes e as duas cabeças dos mouros decepadas, para além de lhe dedicar a praça mais emblemática de Évora."


22 de agosto de 2012

Reciclamos? O Planeta agradece:-)


Com os sacos de pet food podem-se criar bolsas como esta !!! Tutorial aqui:-)



Com as latas de conservas cria-se uma pequena garrafeira de balcão! Tutorial aqui:-)



Dê uso às velhas disquetes:-) Tutorial aqui:-)



Dê um "lift" à decoração, crie acessórios, ajude a sua "carteira" e divirta-se imenso!  
O planeta agradece:-)

9 de julho de 2012

Crafts 4 Summer Days


Feltro e botões:-) Muito fáceis de fazer, estes bouquets coloridos são uma opção fantástica para ocupar os tempos livres com as crianças! O tutorial está aqui:-)



E porque não fazer alguns postais para os futuros aniversários ou mesmo para o próximo Natal? Cartolinas, papel e restos de rendas e galões são as matérias-primas ideais para cartões inesquecíveis! Tutorial aqui :-)



Reciclar é sempre a melhor opção! Rolhas de cortiça velhas e um bocadinho de imaginação é o que precisa para fazer belas bases de mesa para quentes:-) Substitua a abraçadeira por galões ou rendas e dê um toque shabby à sua base:-) Tutorial aqui



E transformar taças de vidro sem graça em peças decorativas divertidas? Estas taças "confetti" são muito fáceis de fazer! Pode até convidar os mais novos para a sessão de pintura:-) Tutorial aqui :-)


3 de julho de 2012

"Deu-la-Deu Martins"

(Estátua de Deu-la-Deu em Monção)

"Uma imagem de mulher, segurando um pão em cada mão do alto de uma torre, figura no brasão de Monção com a legenda: Deus a deu - Deus o há dado. 

Esta é uma homenagem à coragem e astúcia de uma grande heroína, Deu-la-Deu Martins, mulher do capitão-mor de Monção, Vasco Gomes de Abreu. Esta mulher singular viveu no século XIV, no tempo das guerras entre D. Fernando de Portugal e D. Henrique de Castela. 

Foi nesta conjuntura que o galego D. Pedro Rodriguez Sarmento pôs cerco a Monção com um poderoso exército, aproveitando a ausência temporária do seu capitão-mor. A vila aguentou o cerco sob o comando de Deu-la-Deu Martins, apesar da escassez de alimentos. 

Mas a situação chegou a um ponto de desespero e foi então que Deu-la-Deu, com um sangue-frio notável, mandou fazer alguns pães da pouca farinha que restava. Deu-la-Deu subiu com os pães à muralha e atirou-os aos sitiantes, gritando-lhes que como abundavam as provisões na cidade e dada a duração do cerco, os galegos poderiam precisar de alimento. 

O inimigo também estava cheio de fome e pensando que o cerco ainda poderia demorar mais tempo, decidiu retirar para Espanha. Este feito ficou para sempre na memória dos portugueses e deu origem ao costume dos vereadores do município se dirigirem ao túmulo de Deu-la-Deu, quando tomavam posse dos seus cargos, prestando-lhe homenagem."


18 de junho de 2012

Granny Squares


Os "Granny Squares" são dos padrões que mais gosto no crochet:-) Versáteis, de realização simples, estes quadradinhos são fabulosos! Adaptam-se às mais variadas peças, usam e abusam da conjugação de cores para criar efeitos absolutamente encantadores ... 



Os "Granny Squares" são intemporais! Quem não se lembra de uma almofada ou de uma mantinha de sofá feita com estes quadradinhos? Inevitavelmente remetem-me à infância e ao sofá da avó Amália:-)




Neste link podem encontrar dezenas de variações e respectivas instruções: http://www.bevscountrycottage.com/grannies.html - do desenho básico a gráficos mais elaborados, é uma lista bem completa:-)




30 de maio de 2012

Yarn Bombing

O "Yarn Bombing" ou o "Guerrilla Knitting" tem vindo a ganhar uma popularidade crescente! É uma intervenção urbana cujo principal objectivo é o embelezamento dos espaços público.




Atribui-se o seu "nascimento" a uma senhora norte-americana que em 2005 decidiu embelezar o seu portão:-) A partir daí o entusiasmo à volta destas intervenções foi crescendo um pouco por todo o lado, embelezando estátuas, bancos de ruas, fachadas de edifícios, escadarias ..... 




Para além da intervenção estética propriamente dita, o "yarn bombing" tem o mérito de ter vindo a trazer mais adeptos ao crochet e tricot e de juntar pessoas em momentos divertidos e de convívio à volta de um objectivo comum!


Já está com vontade de embelezar o poste de luz perto de casa?:-)

3 de maio de 2012

"Mães Unidas para dar cabo do juízo aos filhos!"


Este texto da Isabel Stilwell é absolutamente genial! Encontrei-o no mural do FB de uma amiga. Foi publicado no Notícias Magazine mas não sei a data! Atrever-me-ia a dizer que é intemporal :-)

2 de abril de 2012

Lenda do Folar da Páscoa



"A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem. Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo.


Tanto resou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa.


Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.


Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho de sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.


Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar.

Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido  o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.


Inicialmente chamado de Folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costuma levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.!

( Versão completa da lenda aqui:-))



Para a minha madrinha Noah, deixo este "ramo" de ovos de Páscoa e um beijo com cheiro a canela e chocolate :-)


Para todos os que por aqui se passeiam, votos de uma santa e doce Páscoa!

25 de março de 2012

Ovos Fabergé

"Os Ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl fabergé e seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia. Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas e eram encomendados e oferecidos na Páscoa pelos membros da família imperial. Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos Ovos de Páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira. (...)"

(Ovo Tsarevich - 1912)


"Dos 65 conhecidos ovos Fabergé grandes, apenas 57 existem até hoje. Dez dos Ovos Imperiais de Páscoa estão expostos no Palácio do Arsenal em Moscovo, Rússia.  Dos 50 Ovos Imperiais, só 42 sobrevivem. Dos oito ovos Imperiais desaparecidos, há fotos apenas de dois; um de 1903, o da Realeza da  Dinamarca, e um de 1909, comemorativo de Alexandre III da Rússia. Um único dos Ovos da “Ordem de St. George”” feitos em 1916, foi tirado da Rússia Bolchevique pela Imperatriz Consorte Dagmar da Dinamarca.
Após a Revolução Russa de 1917 a ‘’Casa Fabergé’’ foi nacionalizada pelos bolcheviques, a família Fabergé fugiu para a Suíça, onde Peter Carl Fabergé faleceu em 1920. Todos os palácios da  dinastia Romanov foram saqueados e os seus tesouros foram removidos por ordem de Lenine e levados para o Palácio do Arsenal do Kremlim.
Visando obter moedas estrangeiras, Estaline vendeu diversos Ovos Fabergé em 1927.  Entre 1930 e 1944, quatorze dos Ovos Imperiais deixaram a Rússia. Muitos dos ovos foram comprados por ‘’Armand Hammer’’, presidente da Occidental Petroleum e amigo pessoal de Lenine e cujo pai havia fundado o Partido Comunista do EUA e também por ‘’Emanuel Snowman’’ da ‘’Wartski’, famosos antiquários de Londres.

(Ovo Pedro O Grande, 1903)

Depois da coleção do Palácio do Arsenal do Kremlim, o maior acervo dessas jóias foi colecionado por Malcom Forbes e exposto em Nova Iorque. Num total de nove Ovos e mais cerca de 180 outras peças feitas por Fabergé, a coleção foi colocada em leilão na Sotheby's em fevereiro de 2004 pelos herdeiros de Forbes. Antes mesmo do início do leilão, toda a coleçao foi comprada pelo magnata e oligarca russo da era pós-soviético Victor Vekselberg  por uma soma da ordem de 90 a 120 milhões de dólares."
( Fonte: Wikipédia)
( Ovo Imperial Transiberiano, 1910)

Muita informação sobre Fabergé, a sua arte, as suas jóias pode ser encontrada aqui.

23 de fevereiro de 2012

"Fevereiro Quente, Traz o Diabo no Ventre"



Eu, que não gosto nada - mas mesmo nada - de chuva, 
nunca pensei dizer isto ... mas cá vai: 

Precisamos de chuva!!! 

Está tudo tão seco! Os dias são dias de primavera.... até em algumas árvores já rebentaram florinhas ....

Vai ser um péssimo ano para a agricultura e pecuária! As sementeiras estão secas, o pasto verde escasseia e o desânimo começa a ganhar terreno ....


Por isso S. Pedro, dá uma ajuda e deixa-nos dançar à chuva.... pleeeeaaaaaaaaase !!!!




9 de fevereiro de 2012

Lenda da Praga de Fogo


"Há muitos, muitos anos, vivia em Mourilhe, na região de Montalegre, Abed Ahmid, filho do chefe dessa aldeia moura. A sua tribo estava proscrita em relação aos outros muçulmanos que a abandonaram aquando do avanço cristão.

Ora um dia, Abed decidiu sair do reduto mouro de Mourilhe e cavalgou até ao Minho. Aí, conheceu uma bela jovem cristã chamada Leonor. Foi amor à primeira vista e como a jovem também o amava, Abed pediu-lhe que partisse com ele para Mourilhe. Depois de recusas e hesitações, pois era cristã, Leonor cedeu aos impulsos do coração e foi com Abed.

Contudo, a aldeia e o pai de Abed não receberam bem os jovens apaixonados, principalmente Leonor, que logo quis regressar à sua terra. Expulsos da casa do chefe, foram recolhidos por Almira, a mulher que criara Abed desde pequeno, pois era órfão de mãe. Almira acolheu muito bem Leonor, o que fez com que Mohamed, pai de Abed, ficasse colérico. E como gostava muito de Abed, correu a falar com Mohamed que já não o considerava seu filho. Depois do seu conselho se ter retirado, o chefe ficou a sós com Almira, que lhe pediu para se reconciliar com o filho e aceitar Leonor. Mohamed lembrou-lhe, então, que Abed estava prometido a Zoleima, uma moura da aldeia.

- Teu filho não a ama. Ninguém pode mandar no coração. - lembrou Almira ao renitente Mohamed e recordou-lhe que, na sua juventude, também ele se apaixonara por Anália, uma jovem cristã, abandonando Zuraida em vésperas de ser mãe de Abed. Só voltara porque Anália caíra doente e morrera pouco tempo depois. Zuraida recebeu-o e perdoou-lhe, mas foi maltratada por Mohamed e acabou por morrer também, deixando o pequeno Abed sem mãe.

Perante estas lembranças, era cada vez maior a ira do chefe mouro que, intransigente, correu com Almira. Leonor era, pois, um remorso vivo para Mohamed. O insucesso de Almina era evidente, o que fez com que Abed decidisse abandonar a aldeia, com a ama e Leonor. Mas não sem antes se despedir de seu pai, que adorava devotamente. 

Ainda na aldeia e em conversa com Leonor, Almina lembrou-se de um último estratagema para alterar a situação: tinha de falar com Zoleida, que amava Abed desde criança, ainda que este nunca tivesse correspondido a tal paixão.

Zoleida, contudo, não se encontrava em casa quando Almina a procurou. Ao saber da vinda de Abed para a aldeia com uma cristã, louca de dor e raiva, tinha corrido para a casa do jovem. Mas vendo-o, escondeu-se, até conseguir estar sozinha com Leonor. Mal Almina saiu ao seu encontro, Zoleida, silenciosa e esquiva, acercou-se de Leonor pelas costas e apunhalou-a, fugindo de imediato.

Pouco depois, surgiram Abed e Almina, que depararam já com a pobre Leonor morta, envolta numa poça de sangue. A dor logo invadiu Abed e Almina, deixando-os aterrados e inconsoláveis. Então, Abed decidiu cobrir com um manto o corpo sem vida de Leonor e levá-lo consigo para bem longe dali, com Almina. Esta ainda o tentou demover, mas nada conseguia vencer o desespero de Abed, louco de tristeza e dor.

- Leonor está morta. - lembrava-lhe Amina. O jovem respondeu que fugiria só com a sua amada, caso Almina não o quisesse acompanhar. Abed pegou então em Leonor e montou no seu cavalo, partindo de imediato em feroz galope para fora da aldeia.

Almina, petrificada, chamando insistentemente por Abed, sem sucesso, voltou-se para a aldeia atrás de si e disse:

- Malditos sejam todos os desta terra! Que o fogo destrua estas casas! O fogo que hei-de pôr com estas minhas mãos! Hão-de saber quem é Almina, malditos cães danados. Esta terra só estará purificada depois de por três vezes ser destruída pelo fogo! Mourilhe, esta é a praga de Almina!

Verdade ou não, Mourilhe foi, de facto, três vezes devastada pelo fogo (na Reconquista Cristã, em 1854 e em 1875)."